Como sempre gostei de questionar as coisas da forma mais livre de juizos me sinto confortável o suficiente para fazer esta analise profunda dos meios em que vivo.
Primeiro vamos começar com a definição básica em linhas gerais de um Playboy. Primeiramente digo que não cabe trata-lo como genero social, e sim como espécie animal (de preferência uma que nem se assemelhe com a raça humana).
O que é um Playboy em sua essência? Vamos por partes (e sem atribuir valores neste momento), o Playboy é alguém que sempre se manifesta de acordo com o pensamento coletivo, não tem absolutamente uma personalidade sólida e quando se vê sozinho sempre está acuado, sem saber como agir.
Esta é a definição básica da desta espécie animal. Entre outras características encontramos a extrema dependencia de fontes alheias de sobrevivência enquanto que seus próprios espólios se concentram em momentos de extase.
Até agora isto vale para ambos os lados (claro, senão perderia muita graça no meio do caminho). Agora começamos a atribuir os juizos de valores. Comecemos pelo Playboy de Direita.
O comportamento de um Playboy de Direita é extremamente vazio (mentalmente falando é claro), nunca tem um pensamento próprio sobre absolutamente (veja o destaque para a palavra absolutamente) nada!
Suas palavras e seus posicionamentos são controlados pela grande midia e tendencias de massas, se quiser manobrar alguém nesse perfil basta ser similar a ele e com uns dois neurônios a mais na cabeça.
Completamente carregados por preconceitos e pensamentos de coerção dos mais fracos, lógico que os mais fracos fisicamente. Esta sempre em busca de um corpasso, principalmente pra atrair as Playboys femininas (conhecidas também como patricinhas), esta busca em vão nunca vai além da própria capacidade apresentada por esta espécie de não conseguir formar frases completas, tipo o Tarzan (mim tarzan, você jane).
Em resumo, são animais de uma espécie extremamente territorialista, tendendo a violencia caso apareça qualquer outro animal próximo de seu território (incluindo os humanos). Sempre atacam am bandos grandes, pois se estão sozinhos tendem a ter medo de qualquer outra espécie que minimamente tenha respeito próprio de não arredar o pé de uma boa briga com uma espécie de animal irracional (afinal, eles farejam o medo e se aproveitam disto).
Vale também lembrar que estes só são classificados como Playboys de Direita por mera convenção política, já que suas ideias são reproduções cabais da sociedade em que vivemos. Mas em certos casos prefiro chama-los de Vagabundus Debiloidius, ou Playboy Convencional.
Agora entramos em território interessante, quando ninguém achava que poderia acontecer, “Tcharan!” acontece.
Estas são justamente as pessoas que mais transparecem conteúdo e consciência, mas na verdade apresentam traços bem parecidos aos Playboys convencionais. Esta raça tem grau de parentesco bem próximo com seus contrapartes de direita, mas em outros termos, então chamaremos esta nova família de Playboys de Esquerda.
São bem curiosos estes, pois não são criados na ignorância convencional de serem manipulados por um mecanismo social, é justamente pelo medo extremo desta manipulação que caem em outro tipo de manipulação.
Esta nova convergência de fatores é decorrente de “Adestradores” que vêem o medo desta raça e procuram dar o alento, os alimentando e treinando para servir a sua própria causa.
Normalmente quando estão sózinhos apresentam ideias próprias fugindo dos laços de seus ensinadores, mas quando a situação exige uma ação pragmática nunca conseguem se desenvolver de forma a usar uma imaginação e inventividade própria (normalmente seu instinto os guia para a imagem de seu “Adestrador”), tornando-se também vazios em certos aspectos.
Como valvula de escape existe a salvaguarda de seu bando genitor, portanto, seus espólios também servem pra nutrir apenas o extase, só que de forma diferente, pois estes normalmente são mais extremistas e caso não consigam atrair outros animais (novamente incluimos os humanos) se tornam agressivos e por consequencia frustrados, então o extase é uma grande fuga para longe de toda esta frustração.
As vertentes como moda são (em teoria) inexistentes, mas tendem a se assemelhar em graus monstruosos entre si, quanto aos ambientes procuram sempre o meio mais alternativo que exista para os seus contrapartes de direita, onde um deles nunca entraria é lá que vamos encontrar um Playboy de Esquerda.
No caso dos Playboys de esquerda podemos ver uma questão de rotulação diferente dos seus contrapartes, seu rótulo se encontra em suas ideias, e não em suas roupas. (ai queiram colocar o rotulo que quiser. Colocando a maior parte deles você, meu caro leitor, acertará).
Em certos ambientes o Playboy de Esquerda também apresenta o consumo extremo de grande gama de ervas naturais, mas isto não é peculiar apenas a esta raça é também aos Playboys de Direita.
Em suma, são idênticos a seus primos distantes a medida que se desenvolvem de forma bem parecida em habitats diferenciados. Sua especie é chama constantemente por seus contrários de ”Vagabundos”, mas como eu creio estar tratando com pessoas um pouco mais ilustradas, prefiro colocar o nome ciêntifico peculiar a esta espécie, Autoafirmativus Pseudointelectualis.
Agora vamos entrar na parte mais interessante da coisa, existe uma entre as algumas semelhanças colocadas aqui que é capaz de fazer qualquer uma destas duas espécies cair de costas, e dizer que nunca faria algo do genero ou até mesmo negar com a maior das certezas sem que estas palavras penetrem profundamente o seu escasso raciocionio.
Em ambas as espécies existe um repúdio muito grande por aqueles que não se encaixam em seu próprio filo. Ou seja, qualquer pessoa que não apresente os traços de um Autoafirmativus Pseudointelectualis, ou de um Vagabundus Debiloidius, é sumáriamente excluido e hostilizado.
No caso dos Vagabundus Debiloidius esta exclusão é carregada pelo seu senso de coerção dos “mais fracos”, já no meio dos Autoafirmativus Pseudointelectualis esta exclusão é decorrente de sua ampla arrogância em relação ao seu posicionamento sempre superior.
Resumindo bem esta história, qualquer um que seja absolutamente vivo, e procurando sentir a intensidade da vida (somente dela, sem ficar procurando chifres na cabeça do cavalo), não possui os requisitos básicos para seguir um Autoafirmativus Pseudointelectualis, pois este está sempre preocupado com o mundo e todos os conflitos contidos nele, por motivos egocêntristas obviamente, e também nunca se encaixará como um Vagabundus Debiloidius, pois neste caso você ainda quer sentir a amplitude da vida de forma mais profunda, e no caso deles a intensidade é posta pela quantidade de pessoas que você deitou com um murro.
Qualquer um que leia isto, e seja capaz de rir ou até mesmo de identificar qualquer uma das espécies demonstradas (não se sinta um biólogo) provavelmente não estará se encaixando em nenhuma delas. Em caso de reação de autodefesa, ou de ataque continuo a uma delas desconsiderando completamente a outra, minha sugestão fica aqui.
Viva um pouco, tem mais beleza na vida do que os olhos podem encontrar.
domingo, 19 de setembro de 2010
As Cem Melhores Putarias brasileiras do Século!
Enfim, no ultimo bimestre que tivemos recebemos um material muito interessante.
Este material é para incentivar o aluno a ler, ou seja, são Livros. olha só que maravilha, tem Pablo Neruda (In Memoriam), tem Sir Arthur Conan Doyle, entre outras mil coletâneas.
Tudo vai correndo bem até chegarmos a abrir uma destas seleções primordiais da cultura brasileira. A seleção dos "Cem melhores contos brasileiros do século".
HAHA, é agora que fode tudo mesmo, normalmente nossos queridos pupilos não tem o mínimo hábito de ler ou escrever (ou falta de capacidade, mas não estou aqui para questionar isso), mas existe algo de podre no reino da Dinamarca.
Com relação ao material em si não posso fazer nenhuma grande crítica. são textos bons e de bons autores, maaaaaaaas, um deles tinha a aura de destruição em massa necessária para atrair a atenção do corpo discente da escola!
Uma das pérolas mais bem polidas e lustradas pelos nossos gestores da secretaria de educação. o Conto "Obscenidades para uma dona de casa" (show de bola ein!), vocês meus caros leitores conseguem imaginar do que se trata esta birosca?! Não?! pois então lhe darei uma pequena dica... Fala sobre todo aquele fogo contido de uma dona de casa que recebe cartas de teor Erótico (reparem que o erótico está em letras maiúsculas alegorizantes).
Tudo bem galera, sem razão para apertar o botão vermelho do pânico agora, afinal, a velha desculpa aqui se encaixa "nossos alunos falam coisas muito piores", verdade! Mas o moralista aqui não sou eu, é a sociedade!
E o que é mais bizarro, esta mesma sociedade moralista que é capaz de crucificar um material que trás expressões como "A tua boca engolindo inteiro o meu cacete o meu creme descendo pela tua garganta, para te lubrificar inteira." não consegue crucificar em ponto algum o imbecil que levou isso pra escola (apesar de que não vejo problema algum).
Falar disto é falar simplesmente de uma coisa que não existe, tudo bem o garoto sair por ai descabelando o palhaço com frequência, mas um texto escrito desta forma para o terceiro ano do ensino médio, ai não, isso é praticamente um crime!
Galera vamos pensar friamente agora, a educação tem como objetivo maior levar à emancipação dos queridos discentes através do conhecimento. se Ignácio de Loyola Brandão (que é o autor do texto sacanageiro) pôde escrever um conto erótico, por que não outras pessoas comuns, talvez seja este o grande talento escondido de alguém (tudo bem que do jeito que anda a coisa ia ser uma putaria generalizada), o problema aqui não é meramente o texto que foi dado aos alunos com termos "Picantes".
O grande problema é a convenção social em que vivemos, a sacanagem já está tão enraizada nas músicas e na convivência cotidiana, que qualquer outra coisinha já vira uma tempestade, e como a sociedade é moralista o suficiente pra não ver que este texto não tem como objetivo disseminar o pensamento promíscuo, mas sim produzir qualquer tipo de efeito mais profundo em seus leitores.
Enfim, pensemos pelo lado bom galera, pelo menos seus filhos agora criaram o habito de ler!!!
Este material é para incentivar o aluno a ler, ou seja, são Livros. olha só que maravilha, tem Pablo Neruda (In Memoriam), tem Sir Arthur Conan Doyle, entre outras mil coletâneas.
Tudo vai correndo bem até chegarmos a abrir uma destas seleções primordiais da cultura brasileira. A seleção dos "Cem melhores contos brasileiros do século".
HAHA, é agora que fode tudo mesmo, normalmente nossos queridos pupilos não tem o mínimo hábito de ler ou escrever (ou falta de capacidade, mas não estou aqui para questionar isso), mas existe algo de podre no reino da Dinamarca.
Com relação ao material em si não posso fazer nenhuma grande crítica. são textos bons e de bons autores, maaaaaaaas, um deles tinha a aura de destruição em massa necessária para atrair a atenção do corpo discente da escola!
Uma das pérolas mais bem polidas e lustradas pelos nossos gestores da secretaria de educação. o Conto "Obscenidades para uma dona de casa" (show de bola ein!), vocês meus caros leitores conseguem imaginar do que se trata esta birosca?! Não?! pois então lhe darei uma pequena dica... Fala sobre todo aquele fogo contido de uma dona de casa que recebe cartas de teor Erótico (reparem que o erótico está em letras maiúsculas alegorizantes).
Tudo bem galera, sem razão para apertar o botão vermelho do pânico agora, afinal, a velha desculpa aqui se encaixa "nossos alunos falam coisas muito piores", verdade! Mas o moralista aqui não sou eu, é a sociedade!
E o que é mais bizarro, esta mesma sociedade moralista que é capaz de crucificar um material que trás expressões como "A tua boca engolindo inteiro o meu cacete o meu creme descendo pela tua garganta, para te lubrificar inteira." não consegue crucificar em ponto algum o imbecil que levou isso pra escola (apesar de que não vejo problema algum).
Falar disto é falar simplesmente de uma coisa que não existe, tudo bem o garoto sair por ai descabelando o palhaço com frequência, mas um texto escrito desta forma para o terceiro ano do ensino médio, ai não, isso é praticamente um crime!
Galera vamos pensar friamente agora, a educação tem como objetivo maior levar à emancipação dos queridos discentes através do conhecimento. se Ignácio de Loyola Brandão (que é o autor do texto sacanageiro) pôde escrever um conto erótico, por que não outras pessoas comuns, talvez seja este o grande talento escondido de alguém (tudo bem que do jeito que anda a coisa ia ser uma putaria generalizada), o problema aqui não é meramente o texto que foi dado aos alunos com termos "Picantes".
O grande problema é a convenção social em que vivemos, a sacanagem já está tão enraizada nas músicas e na convivência cotidiana, que qualquer outra coisinha já vira uma tempestade, e como a sociedade é moralista o suficiente pra não ver que este texto não tem como objetivo disseminar o pensamento promíscuo, mas sim produzir qualquer tipo de efeito mais profundo em seus leitores.
Enfim, pensemos pelo lado bom galera, pelo menos seus filhos agora criaram o habito de ler!!!
Como é a vida de um professor?!
Esta primeira postagem é apenas uma apresentação do universo bizarro a qual eu me enfiei de cabeça (no sentido figurativo claro!).
Fazem mais ou menos dois anos e meio que leciono na cidade onde nasci e cresci (Santo André), e já passei por uma boa quantia de escolas por aqui (as quais não citarei nome algum).
O que mais me fascina nesta vida é a quantidade de coisas bizarras que encontro dentro de uma escola (incluindo a mim mesmo). Por causa destas bizarrices eu decidi que vou epor ao mundo um pouco do que acontece dentro de uma sala de aula.
Espero que aqueles que venham a visitar este Blog consigam desfrutar do mesmo humor que tenho toda vez que entro naquela sala de aula com 40 capetinhas alados prontos para destruirem qualquer auto-estima ou vontade de viver que eu tenha!
Sejam Bem Vindos, à vida de um professor!
Holmes - The Feaking Teacher
Fazem mais ou menos dois anos e meio que leciono na cidade onde nasci e cresci (Santo André), e já passei por uma boa quantia de escolas por aqui (as quais não citarei nome algum).
O que mais me fascina nesta vida é a quantidade de coisas bizarras que encontro dentro de uma escola (incluindo a mim mesmo). Por causa destas bizarrices eu decidi que vou epor ao mundo um pouco do que acontece dentro de uma sala de aula.
Espero que aqueles que venham a visitar este Blog consigam desfrutar do mesmo humor que tenho toda vez que entro naquela sala de aula com 40 capetinhas alados prontos para destruirem qualquer auto-estima ou vontade de viver que eu tenha!
Sejam Bem Vindos, à vida de um professor!
Holmes - The Feaking Teacher
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