domingo, 19 de setembro de 2010

Vagabundus Debiloidius ou Autoafirmativus Pseudointelectualis, ou nenhuma das anteriores?

Como sempre gostei de questionar as coisas da forma mais livre de juizos me sinto confortável o suficiente para fazer esta analise profunda dos meios em que vivo.

Primeiro vamos começar com a definição básica em linhas gerais de um Playboy. Primeiramente digo que não cabe trata-lo como genero social, e sim como espécie animal (de preferência uma que nem se assemelhe com a raça humana).

O que é um Playboy em sua essência? Vamos por partes (e sem atribuir valores neste momento), o Playboy é alguém que sempre se manifesta de acordo com o pensamento coletivo, não tem absolutamente uma personalidade sólida e quando se vê sozinho sempre está acuado, sem saber como agir.

Esta é a definição básica da desta espécie animal. Entre outras características encontramos a extrema dependencia de fontes alheias de sobrevivência enquanto que seus próprios espólios se concentram em momentos de extase.

Até agora isto vale para ambos os lados (claro, senão perderia muita graça no meio do caminho). Agora começamos a atribuir os juizos de valores. Comecemos pelo Playboy de Direita.

O comportamento de um Playboy de Direita é extremamente vazio (mentalmente falando é claro), nunca tem um pensamento próprio sobre absolutamente (veja o destaque para a palavra absolutamente) nada!

Suas palavras e seus posicionamentos são controlados pela grande midia e tendencias de massas, se quiser manobrar alguém nesse perfil basta ser similar a ele e com uns dois neurônios a mais na cabeça.

Completamente carregados por preconceitos e pensamentos de coerção dos mais fracos, lógico que os mais fracos fisicamente. Esta sempre em busca de um corpasso, principalmente pra atrair as Playboys femininas (conhecidas também como patricinhas), esta busca em vão nunca vai além da própria capacidade apresentada por esta espécie de não conseguir formar frases completas, tipo o Tarzan (mim tarzan, você jane).

Em resumo, são animais de uma espécie extremamente territorialista, tendendo a violencia caso apareça qualquer outro animal próximo de seu território (incluindo os humanos). Sempre atacam am bandos grandes, pois se estão sozinhos tendem a ter medo de qualquer outra espécie que minimamente tenha respeito próprio de não arredar o pé de uma boa briga com uma espécie de animal irracional (afinal, eles farejam o medo e se aproveitam disto).

Vale também lembrar que estes só são classificados como Playboys de Direita por mera convenção política, já que suas ideias são reproduções cabais da sociedade em que vivemos. Mas em certos casos prefiro chama-los de Vagabundus Debiloidius, ou Playboy Convencional.

Agora entramos em território interessante, quando ninguém achava que poderia acontecer, “Tcharan!” acontece.

Estas são justamente as pessoas que mais transparecem conteúdo e consciência, mas na verdade apresentam traços bem parecidos aos Playboys convencionais. Esta raça tem grau de parentesco bem próximo com seus contrapartes de direita, mas em outros termos, então chamaremos esta nova família de Playboys de Esquerda.

São bem curiosos estes, pois não são criados na ignorância convencional de serem manipulados por um mecanismo social, é justamente pelo medo extremo desta manipulação que caem em outro tipo de manipulação.

Esta nova convergência de fatores é decorrente de “Adestradores” que vêem o medo desta raça e procuram dar o alento, os alimentando e treinando para servir a sua própria causa.

Normalmente quando estão sózinhos apresentam ideias próprias fugindo dos laços de seus ensinadores, mas quando a situação exige uma ação pragmática nunca conseguem se desenvolver de forma a usar uma imaginação e inventividade própria (normalmente seu instinto os guia para a imagem de seu “Adestrador”), tornando-se também vazios em certos aspectos.

Como valvula de escape existe a salvaguarda de seu bando genitor, portanto, seus espólios também servem pra nutrir apenas o extase, só que de forma diferente, pois estes normalmente são mais extremistas e caso não consigam atrair outros animais (novamente incluimos os humanos) se tornam agressivos e por consequencia frustrados, então o extase é uma grande fuga para longe de toda esta frustração.

As vertentes como moda são (em teoria) inexistentes, mas tendem a se assemelhar em graus monstruosos entre si, quanto aos ambientes procuram sempre o meio mais alternativo que exista para os seus contrapartes de direita, onde um deles nunca entraria é lá que vamos encontrar um Playboy de Esquerda.

No caso dos Playboys de esquerda podemos ver uma questão de rotulação diferente dos seus contrapartes, seu rótulo se encontra em suas ideias, e não em suas roupas. (ai queiram colocar o rotulo que quiser. Colocando a maior parte deles você, meu caro leitor, acertará).

Em certos ambientes o Playboy de Esquerda também apresenta o consumo extremo de grande gama de ervas naturais, mas isto não é peculiar apenas a esta raça é também aos Playboys de Direita.

Em suma, são idênticos a seus primos distantes a medida que se desenvolvem de forma bem parecida em habitats diferenciados. Sua especie é chama constantemente por seus contrários de ”Vagabundos”, mas como eu creio estar tratando com pessoas um pouco mais ilustradas, prefiro colocar o nome ciêntifico peculiar a esta espécie, Autoafirmativus Pseudointelectualis.

Agora vamos entrar na parte mais interessante da coisa, existe uma entre as algumas semelhanças colocadas aqui que é capaz de fazer qualquer uma destas duas espécies cair de costas, e dizer que nunca faria algo do genero ou até mesmo negar com a maior das certezas sem que estas palavras penetrem profundamente o seu escasso raciocionio.

Em ambas as espécies existe um repúdio muito grande por aqueles que não se encaixam em seu próprio filo. Ou seja, qualquer pessoa que não apresente os traços de um Autoafirmativus Pseudointelectualis, ou de um Vagabundus Debiloidius, é sumáriamente excluido e hostilizado.

No caso dos Vagabundus Debiloidius esta exclusão é carregada pelo seu senso de coerção dos “mais fracos”, já no meio dos Autoafirmativus Pseudointelectualis esta exclusão é decorrente de sua ampla arrogância em relação ao seu posicionamento sempre superior.

Resumindo bem esta história, qualquer um que seja absolutamente vivo, e procurando sentir a intensidade da vida (somente dela, sem ficar procurando chifres na cabeça do cavalo), não possui os requisitos básicos para seguir um Autoafirmativus Pseudointelectualis, pois este está sempre preocupado com o mundo e todos os conflitos contidos nele, por motivos egocêntristas obviamente, e também nunca se encaixará como um Vagabundus Debiloidius, pois neste caso você ainda quer sentir a amplitude da vida de forma mais profunda, e no caso deles a intensidade é posta pela quantidade de pessoas que você deitou com um murro.

Qualquer um que leia isto, e seja capaz de rir ou até mesmo de identificar qualquer uma das espécies demonstradas (não se sinta um biólogo) provavelmente não estará se encaixando em nenhuma delas. Em caso de reação de autodefesa, ou de ataque continuo a uma delas desconsiderando completamente a outra, minha sugestão fica aqui.

Viva um pouco, tem mais beleza na vida do que os olhos podem encontrar.

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